domingo, 19 de maio de 2013


Asteroide de 2,7 km passa perto da Terra neste mês

Um asteroide com 2,7 quilômetros de comprimento vai passar próximo à Terra no dia 31 de maio, anunciaram nesta sexta-feira investigadores ao site Space.com. O corpo celeste, denominado 1998 QE2, não representa uma ameaça para o planeta e deve passar a uma distância de 5,8 milhões de quilômetros da Terra.

A aproximação do asteroide à Terra será examinada por dois grandes telescópios - o observatório Goldstone, na Califórnia, e o radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico. O asteroide 1998 QE2 foi descoberto em agosto de 1998 por astrônomos do projeto Lincoln Near-Earth Asteroid Research (Linear), do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

O nome do asteroide vem da organização Centro de Planetas Menores, em Cambridge, que o nomeia de acordo com um sistema alfanumérico que demonstra a data em que o corpo celeste foi descoberto.

sábado, 18 de maio de 2013


Novo método de caça planetária faz primeira descoberta


A detecção de mundos alienígenas constitui um desafio considerável porque são pequenos, tênues e estão perto das suas estrelas. As duas técnicas mais prolíficas para encontrar exoplanetas são o método de velocidade radial (observando a oscilação de estrelas) e o método de trânsito (diminuição do brilho de uma estrela devido à passagem de um planeta em frente).

Uma equipe da Universidade de Telavive e do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (CfA) descobriu um exoplaneta usando um novo método que se baseia na teoria especial da relatividade de Einstein.

"Estamos à procura de efeitos muito sutis. Precisávamos de medições de alta qualidade de brilhos estelares, com precisões de apenas algumas partes por milhão," afirma David Latham, membro da equipa do CfA.

"Isto foi possível graças aos requintados dados que a NASA recolhe com a sonda Kepler," afirma Simchon Faigler, autor principal da Universidade de Telavive em Israel.

Embora o Kepler tenha sido concebido para encontrar planetas em trânsito, este planeta não foi identificado usando o método de trânsito. Em vez disso, foi descoberto usando uma técnica proposta pela primeira vez por Avi Loeb do CfA e seu colega Scott Gaudi (agora na Universidade Estatal de Ohio, EUA) em 2003 (coincidentemente, desenvolveram a sua teoria enquanto visitavam o Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde Einstein trabalhou).

O novo método procura três pequenos efeitos que ocorrem simultaneamente à medida que um planeta orbita a estrela. O efeito de "beaming" de Einstein faz com que a estrela aumente de brilho quando se move na nossa direção, puxada pelo planeta, e diminua quando se afasta. O aumento de brilho deriva da acumulação de fótons em energia, bem como da concentração de luz na direção do movimento da estrela devido a efeitos relativísticos.

"Esta é a primeira vez que este aspecto da teoria da relatividade de Einstein foi usado para descobrir um planeta," afirma o co-autor Tsevi Mazeh da Universidade de Telavive.

A equipe também procurou sinais de que a estrela foi "esticada" pelas marés gravitacionais do planeta em órbita. A estrela parece mais brilhante quando a observamos de lado, devido à mais visível área de superfície, e mais tênue quando vista de cima/baixo. O terceiro pequeno efeito foi devido à luz estelar refletida pelo próprio planeta.

Assim que o novo planeta foi identificado, foi confirmado por Latham usando observações de velocidade radial recolhidas pelo espectrógrafo TRES no Observatório Whipple no estado americano do Arizona, e por Lev Tal-Or (Universidade de Telavive) usando o espectrógrafo SOPHIE do Observatório Alta-Provença, na França. Um olhar mais atento aos dados do Kepler também mostrou que o planeta transita a sua estrela, proporcionando confirmação adicional.

"O planeta de Einstein," formalmente conhecido como Kepler-76b, é um "Júpiter quente" que orbita a sua estrela a cada 1,5 dias. O seu diâmetro é aproximadamente 25% maior que o de Júpiter e tem o dobro da massa. Orbita uma estrela do tipo-F localizada a 2000 anos-luz da Terra na direção da constelação de Cisne.

O planeta sofre de acoplamento de maré, mostrando sempre a mesma face à estrela, tal como a Lua à Terra. Como resultado, Kepler-76b ferve a uma temperatura de aproximadamente 1982º C.

Curiosamente, a equipe encontrou fortes indícios de que o planeta tem ventos extremamente rápidos que transportam o calor em seu redor. Como resultado, o ponto mais quente de Kepler-76b não é o ponto subestelar ("meio-dia"), mas numa localização a 16.000 km de distância. Este efeito apenas foi observado anteriormente uma vez, em HD 189733b, e apenas no infravermelho com o Telescópio Espacial Spitzer. Esta é a primeira vez que as observações ópticas mostraram evidências de correntes de vento em ação.

Embora o novo método não consiga encontrar mundos tipo-Terra usando a tecnologia atual, oferece aos astrônomos uma oportunidade única de descoberta. Ao contrário das pesquisas com o método de velocidade radial, não requer espectros de alta precisão. E ao contrário dos trânsitos, não requer um alinhamento preciso do planeta e da estrela, a partir do ponto de vista da Terra.

"Cada técnica de caça planetária tem os seus pontos fortes e fracos. E cada técnica nova que acrescentamos ao arsenal permite-nos estudar planetas em novos regimes," afirma Avi Loeb do CfA.

Kepler-76b foi identificado pelo algoritmo BEER (cuja sigla significa "relativistic BEaming, Ellipsoidal, and Reflection/emission modulations"). O BEER foi desenvolvido pelo Professor Tsevi Mazeh e pelo estudante Simchon Faigler, da Universida de Telavive em Israel.

O artigo que apresenta esta descoberta foi aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal e está disponível online.

É estranho sentir o peso da língua, diz astronauta após retorno à Terra


Após retornar à Terra, o astronauta canadense Chris Hadfield, que faz sucesso nas redes sociais, compartilhou algumas imagens e a sensação de sentir novamente a força gravitacional do planeta após cinco meses no espaço. "É estranho falar e sentir o peso de meus lábios e língua! Tonto também - iria falhar em qualquer teste de sobriedade", escreveu em seu perfil no Twitter.

"Voos espaciais são um bom modelo de aceleração do envelhecimento. Hoje, Chris se sente como um velho! Às vezes, ele embaralha os pés quando caminha, sente dor nas costas, tem dificuldade em caminhar por esquinas e às vezes bate nos cantos das paredes" diz em nota divulgada na quarta-feira Raffi Kuyumjian, médico chefe da Agência Espacial Canadense (CSA, na sigla em inglês) e cirurgião do voo de Hadfield.

Segundo o médico, Hadfield pode não sentir, mas os ossos do quadril e das costas não estão tão densos como antes do voo, já que normalmente os astronautas perdem até 1,5% da densidade óssea em microgravidade.

"Isso é similar, mas não tão severo quanto a osteoporose que afeta os idosos, já que Chris provavelmente irá recuperar a maior parte da densidade óssea perdida em cerca de um ano", diz o especialista, que explica que cientistas usam os astronautas para estudar esses efeitos e fazem experimentos para descobrir como tratar melhor esses problemas que afetam nossa população.

O astronauta, que promete divulgar mais imagens que não conseguiu mostrar durante a estadia na estação espacial, também postou fotos de exames que fez após o retorno. "Como o corpo controla a pressão sanguínea? Um espantalho em uma mesa inclinada para medir como", brinca o canadense.

quinta-feira, 16 de maio de 2013


Falha técnica para telescópio de buscas de exoplanetas Kepler


O telescópio espacial Kepler, utilizado pela Nasa para a busca de exoplanetas, está paralisado por um problema técnico devido a uma roda defeituosa, que poderia por um fim antecipado à sua missão de quatro anos, disseram nesta quarta-feira cientistas da agência espacial americana.

A missão de US$ 600 milhões foi lançada em 2009 para a busca de planetas fora do Sistema Solar. Até o momento, Kepler encontrou 2,7 mil candidatos, inclusive um punhado de planetas que poderiam ser habitáveis porque não são nem frios, nem quentes demais.

O problema foi detectado quando uma roda de reação que permite ao telescópio apontar para uma direção deixou de funcionar, disse John Grunsfeld, encarregado da divisão de ciência da agência espacial americana, durante entrevista coletiva por telefone.

"Não estamos prontos para dar a missão por finalizada", disse Grunsfeld, acrescentando que os cientistas ainda estão tentando decifrar como fazer a roda funcionar novamente.

O problema foi detectado nesta terça-feira, quando o telescópio entrou em um modo de segurança pré-programado que acontece "se o observatório tem problemas para saber para onde deveria apontar", disse Grunsfeld.

Os cientistas previam que um problema assim poderia acontecer, já que as rodas têm uma vida útil limitada e uma delas tinha se quebrado em julho passado.

A Nasa não voltou a ativar esta roda desde então e a nave precisa de um mínimo de três rodas para funcionar da forma que deveria.

Charles Sobeck, gerente de projetos do centro de pesquisas Ames da Nasa, na Califórnia, disse haver indícios de uma "falha interna na roda" e que os especialistas levarão algumas semanas para decidir quais são os próximos passos a dar.

Enquanto a Nasa decide o que fazer, se reduzirá o consumo de combustível da nave espacial, estacionando-a no espaço a 64 milhões de quilômetros da Terra.​

quarta-feira, 15 de maio de 2013


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Telescópio registra brilho de novas estrelas na constelação de Órion


Imagem divulgada nesta quarta-feira pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) mostra as nuvens cósmicas na constelação de Órion, no que parece ser uma fita flamejante no céu.

O bilho laranja representa a radiação emitida pelos grãos de poeira, em comprimentos de onda longos demais para poderem ser vistos com o olho humano. A imagem foi obtida pelo telescópio Atacama Pathfinder Experiment (Apex), instalado no Chile.

As nuvens de gás e poeira interestelar são a matéria prima a partir da qual as estrelas se formam. A imagem mostra apenas uma parte do complexo maior conhecido como Nuvem Molecular de Órion, na constelação de Órion. Esta região, que apresenta uma mistura de nebulosas brilhantes, estrelas quentes jovens e nuvens de poeira fria, tem uma dimensão de centenas de anos-luz e situa-se a cerca de 1.350 anos-luz de distância da Terra.

A enorme nuvem brilhante que se vê na imagem, em cima e à direita, é conhecida Nebulosa de Órion, também chamada Messier 42. Pode ser vista a olho nu, aparecendo como a ligeiramente tremida "estrela" do meio na espada de Órion. A Nebulosa de Órion é a região mais brilhante de uma enorme maternidade estelar onde novas estrelas estão se formando, sendo também o local mais perto da Terra onde se formam estrelas de grande massa.

Os astrônomos utilizaram estes e outros dados do Apex, assim como imagens do Observatório Espacial Herschel, para procurar protoestrelas na região de Órion - uma fase inicial da formação estelar. Até agora foi possível identificar 15 objetos que são muito mais brilhantes nos comprimentos de onda longos do que nos curtos. Estes raros objetos recém descobertos estão provavelmente entre as protoestrelas mais jovens encontradas até agora, o que ajuda os astrônomos a aproximarem-se mais do momento em que uma estrela começa a se formar.

Sol tem três grandes erupções em 24 horas


O Sol teve na segunda-feira sua mais forte erupção em 2013 e a terceira de grandes dimensões em 24 horas, segundo astrônomos. A explosões ocorreram no lado do Sol que não está de frente para a Terra, o que protege o planeta, já que as partículas liberadas pelo Sol não devem atingir a nosso planeta.

Quando direcionadas à Terra, as partículas liberadas pelo Sol nesses eventos podem afetar sistemas de comunicação, redes de transmissão de energia e gerar intensas auroras no céu.

As erupções colocaram em alerta cientistas responsáveis por duas estruturas artificiais que orbitam a terra, entre elas o telescópio espacial Spitzer, que poderiam ser afetadas.

Carrington

As explosões solares podem ainda enviar bilhões de toneladas de partículas para o espaço. Neste casos, quando erupções muito fortes atingem a Terra, a matéria carregada pode até explodir transformadores.

Em entre os dias 1º e 2 de setembro 1859 ocorreu o chamado Evento de Carrington, que gerou curto-circuitos em fios de telégrafo - dando início a incêndios na América do Norte e Europa.

O fenômeno também fez surgirem auroras boreais em locais incomuns para este fenômeno, como Cuba e Havaí.

A partir de agora os cientistas esperam um aumento em fenômenos como este pois o ciclo normal de atividades do Sol, de 11 anos, está se aproximando de seu auge.

Acredita-se que nos próximos dias o local onde ocorreram as três recentes explosões passe a ficar de frente para a Terra, o que coloca o planeta em risco de ser afetado caso mais destes eventos ocorram.