terça-feira, 20 de agosto de 2013

Com brilho 25 mil vezes maior, estrela pode ser vista a olho nu


A Nasa, agência espacial americana, anunciou na última semana a descoberta de uma estrela “nova” dentro da constelação de Delphinus. A Nova Delphini 2013 foi vista pelo astrônomo amador japonês Koichi Itagaki, que vasculhava o céu com um telescópio no dia 14 de agosto.

O astrofísico da UFSCar Gustavo Rojas, doutor em Astronomia, explica que apesar de o termo ‘nova’ ser usado para descrever a estrela, ela já havia sido catalogada. “Trata-se de um sistema binário, ou seja, de duas estrelas. Uma delas é uma ‘anã branca’, uma estrela que já se apagou e que começou a ‘pegar’ matéria de uma outra estrela”, explica. O resultado é o aumento drástico no brilho.

“Como a estrela aumenta muito de brilho, as pessoas começam a notá-la onde antes não se via nada. Por isso antigamente as pessoas achavam que se tratava de uma estrela nova quando, na verdade, ela já havia sido descoberta”, diz Rojas.

A estrela, fotografada na última sexta-feira pela internauta Meire Ruiz, de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, pode ser visto a olho nu. “Em boas condições é possível observar a estrela no céu, mas provavelmente apenas por algumas semanas até que ela se apague novamente”, afirma o astrofísico.


Segundo a Nasa, o brilho aparente da estrela aumentou repentinamente em 25 mil vezes. Rojas explica que o aparecimento de uma ‘nova’ é relativamente comum. “Surgimento de ‘novas’ acontecem todo o ano, mas geralmente não são tão brilhantes, nem visíveis a olho nu”, conta.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Há 136 anos, descobríamos que Marte tem duas luas


Certa vez, Johannes Kepler, um dos mais importantes nomes da astronomia, propôs que Marte teria duas luas. O motivo: se a Terra tem um satélite natural, e Júpiter tem quatro (conhecidos na época), então Marte, cuja órbita fica no meio do caminho, deve ter dois.

Hoje sabemos que o número de satélites de Júpiter chega às dezenas, mas, por incrível que pareça, Kepler acertou em cheio: Marte tem exatas duas luas. E elas foram descobertas há 136 anos.

Na comunidade científica, a maioria acreditava que Marte não tinha satélites naturais. Asaph Hall, duvidando disso, usou um telescópio do Observatório Naval de Washington. Primeiro, ele encontrou a menor delas: Deimos. Alguns dias depois, em 17 de agosto de 1877, observou pela primeira vez Fobos.

O satélite mais próximo era mais brilhante e dava uma volta no planeta em apenas oito horas - mais rápido que a rotação de Marte. Para se ter ideia, a nossa Lua leva um mês. Esta, Hall chamou de Fobos e a outra, Deimos (na mitologia, filhos do deus romano Marte).

Fobos tem menos de 1% do diâmetro da Lua da Terra. Contudo, como está muito mais perto do planeta, vista da superfície, ela parece ter cerca da metade do tamanho do nosso satélite natural.

Além de pequenas, o comportamento das luas é considerado estranho. No Século 20, descobrimos que Fobos está em queda, até se chocar contra Marte. Em 1971, a sonda Mariner 9 mostro que ambas têm formato de batata. Em 1977, cientistas observaram que a superfície de Fobos era similar às das pedras do Cinturão de Asteroides - e essa deve ser a origem desses satélites naturais, que foram "capturados" pela gravidade do planeta vermelho.


Apesar de todas as descobertas sobre os satélites naturais de Marte, eles ainda têm diversos mistérios. Não sabemos, por exemplo, qual é sua composição nem como eles foram capturados pelo planeta. Cientistas discutem há anos possíveis missões robóticas, alguns até acreditam que eles podem ter a explicação para a evolução dos pequenos corpos. E são apenas duas das cerca de 170 luas do Sistema Solar - que podem guardar muitos outros segredos.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Telescópio da Nasa perde capacidade de descobrir planetas


Após cerca de três meses, a Nasa - a agência espacial americana - desistiu de tentar restaurar a operação do telescópio Kepler de busca por novos planetas.

O equipamento estava desde maio com duas dos quatro rodas de reação - que movimentam e posicionam o Kepler - sem funcionar (ele precisa de pelo menos três).

Segundo a Nasa, a primeira roda parou de funcionar em julho de 2012. Em novembro, o telescópio completou sua missão inicial e começou uma missão estendida que deveria durar quatro anos. Contudo, uma segunda roda falhou em maio deste ano.

No dia 8 deste mês, a missão reavaliou a condição do telescópio e chegou à conclusão de que não era possível recuperar as rodas. Sem três desses equipamentos em funcionamento, o Kepler não consegue a precisão necessária para coletar dados de exoplanetas. Mesmo assim, a Nasa comemora as descobertas feitas - e as que ainda virão dos dados coletados e ainda não explorados.

"No início da missão, ninguém sabia se planetas do tamanho da terra eram abundantes na galáxia. Se eles fossem raros, então deveríamos estar sozinhos", diz William Borucki, investigador-chefe do Centro de Pesquisa Ames, na Califórnia. "Agora, com as observações do Kepler completadas, os dados têm a resposta para a pergunta que inspirou a missão: as Terras em zonas habitáveis de estrelas como nosso Sol são comuns ou raras?"

Apesar de não poder mais caçar planetas, o Kepler ainda pode ser usado para outras pesquisas - pelo menos é o que os engenheiros e cientistas da Nasa estão tentando fazer. No dia 2, a agência espacial pediu por contribuições da comunidade científica para tentar descobrir usos para o telescópio e suas duas rodas.


Nos quatro anos de sua missão primária, o Kepler identificou 135 exoplanetas e 3,5 mil "candidatos". O time do Kepler passa agora a analisar os dados coletados, principalmente em busca dos tão esperados planetas de tamanho similar à Terra em zonas habitáveis.​

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Carioca é candidata a viagem só de ida para o planeta Marte em 2022


Uma viagem só de ida para Marte poderia fazer parte de qualquer filme de ficção científica. Mas, o que seria normal de se ver só nas telonas pode virar realidade daqui a nove anos.

A empresa holandesa Mars One está com inscrições abertas até o dia 31 de agosto para voluntários que desejam se candidatar a uma viagem só de ida ao planeta vermelho em 2022.

Beatriz Roriz, uma estudante carioca de 21 anos, está entre os cerca de 100 mil voluntários inscritos em todo o mundo na disputa por 24 vagas. A brasileira foi uma das quatro escolhidas para participar do documentário de divulgação, o "One Way Astronaut" (Astrounata sem volta) - que explica o projeto em detalhes para aqueles que se dispuserem a morar em Marte.

“Eu hoje estou mais esperançosa de ser selecionada do que no início. Fiz um vídeo de propaganda deles, respondi uma carta e fiquei entre os quatro selecionados no mundo inteiro para fazer esse documentário”, contou Beatriz.

A iniciativa, sem fins lucrativos, foi lançada em abril deste ano. Qualquer pessoa com mais de 18 anos e com inglês fluente ainda pode se candidatar. Após a inscrição, os aspirantes a astronautas passarão por uma triagem feita pela Mars One.

A seleção será feita com base no currículo, carta de intenção e vídeo enviado pelo candidato. Na segunda fase, os candidatos devem apresentar atestado médico e físico e se encontrarão com comitês regionais da missão para entrevistas. Em seguida, cada país votará em um candidato e restarão 24 voluntários, que serão devidamente treinados. Até agora, o site do projeto confirma ter recebido inscrições de mais de 120 países, incluindo Brasil, EUA, China, Rússia, México, Canadá, Colômbia, Argentina e Índia.

‘Big Brother’

Os escolhidos serão divididos em seis viagens só de ida, com quatro passageiros cada, entre 2022 a 2024. A primeira partida está prevista para o segundo semestre de 2022, e chegará ao planeta sete meses depois, já em 2023. A organização aposta na realização de um reality show, em que serão exibidos os treinamentos para viagem, para angariar recursos e financiar boa parte da missão.

Beatriz mora na Zona Oeste do Rio e estuda Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela ficou sabendo do programa através da internet e diz que sempre sonhou em viajar pelo espaço.

“Eu acompanho a Mars One pela internet e sempre tive vontade de ser astronauta, mas no Brasil é muito difícil. Colonizar um planeta novo é uma oportunidade única e eu não posso perder”, disse a estudante, acrescentando que sempre teve apoio dos pais, mas, como é filha única, existe receio da parte deles.

“No começo minha mãe ficou super empolgada. Quando viu que era sério, ficou um pouco chateada. Sou filha única. Existe um sentimento de tristeza dos meus pais, já que é uma viagem só de ida, mas eles apoiam. Acho que quem for vai demorar a se adaptar, mas depois será como aqui na Terra, só que em um ambiente controlado. Vamos viver em redomas controladas e com rotinas comuns. Acho que depois de um tempo será como uma comunidade pequena”, afirmou.

O holandês Ernst Daniel Nijboer, co-produtor da Mars One na América Latina, disse que há outros brasileiros inscritos no projeto e ponderou que Beatriz tem boas chances.
“Entrevistei a Beatriz duas vezes. Acho que ela tem grandes chances porque ela é muito determinada. Seus pais estão apoiando bastante e ela tem personalidade para uma menina de 21 anos”, disse.

Os candidatos que pretendem se inscrever pagam uma taxa que, de acordo com os organizadores do Mars One, ajudará a financiar o custo do projeto, orçado em US$ 6 bilhões (ou quase R$ 14 bilhões). O valor da inscrição varia de acordo com o país. Nos EUA a taxa é de US$ 38 (ou cerca de R$ 86), no Brasil o valor é menor - US$ 13 (ou aproximadamente R$ 30).

Ambiente controlado

A energia no planeta vermelho será gerada por painéis solares, a água será reciclada e extraída do solo, os astronautas vão cultivar os alimentos que vão consumir e também contarão com suprimentos de emergência.


Marte é um planeta varrido pelo vento solar. Na Terra, por outro lado, estamos protegidos do vento solar graças a um forte campo magnético. Sem ele, seria muito mais difícil sobreviver. Para minimizar a radiação, os responsáveis pelo projeto vão cobrir com vários metros de terra as cúpulas onde os colonos vão viver. Elas serão cavadas pelos próprios habitantes do local.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Viagem sem volta a Marte já tem mais de 100 mil inscritos


Mais de 100 mil pessoas se inscreveram para uma viagem sem volta à Marte, parte do projeto Mars One, que pretende colonizar o planeta a partir de 2023. A iniciativa é liderada pelo cientista holandês Bas Lansdorp, que participou de uma conferência no último dia 9, via Twitter, para responder perguntas dos candidatos e jornalistas.

Lansdorp, que confirmou o número de inscritos aos principais jornais americanos esta semana, disse que a quantidade de candidatos tende a crescer ainda mais nas próximas semanas.

“Existe um grande número de pessoas que ainda está trabalhando nos próprios perfis, decidindo se pagam ou não pela inscrição ou continuam preparando os vídeos de apresentação, preenchendo os formulários e seus currículos”, explicou Bas em entrevista à rede de TV CNN.

Os candidatos que decidem se inscrever pagam uma taxa que, de acordo com os organizadores do Mars One, ajudará a financiar o custo do projeto, orçado em Us$ 6 bilhões (ou quase R$ 14 bilhões).

O valor da inscrição, que só pode ser feita por quem tem 18 anos ou mais, varia de acordo com o país. Nos EUA a taxa é de US$ 38 (ou cerca de R$ 86), sendo que no México o valor é menor – US$ 15 (ou aproximadamente R$ 34).

Patrocínio

O site oficial do Mars One iniciou no começo do mês a exibição de um documentário – o One Way Astronaut (Astrounata sem volta) – que explica o projeto em detalhes para aqueles que se dispuserem a morar em Marte. No entanto, para assistir ao filme, o internauta também precisa pagar – US$ 2,95 (R$ 6,79) para visualização online ou US$ 4,95 (R$ 11,32) para download.

Todos os valores são justificados como doações para financiar os quase R$ 14 bilhões descritos como necessários para construir as estações para habitação em Marte, além de financiar o custo da própria viagem, que de acordo com o site da missão, levará sete meses e será "o próximo grande passo da humanidade".

Em janeiro, o Mars One divulgou em anúncio oficial do próprio site que o Interplanetary Media Group - empresa que gerencia todos os investimentos de propriedade intelectual e mídia do projeto - também recebeu os primeiros investimentos privados cujo valor não foi divulgado. De acordo com o site da missão, o fundo irá financiar os custos de pesquisa e o processo de seleção do Mars One.

Seleção

Até agora, o site do projeto confirma ter recebido inscrições de mais de 120 países, incluindo o Brasil, EUA, China, Rússia, México, , Canadá, Colômbia, Argentina e Índia.

“O Mars One é uma missão representando toda a humanidade e seu verdadeiro espírito será justificado apenas se pessoas de todo o mundo estiverem representadas. Eu me orgulho de ver exatamente isso acontecendo”, disse Lansdorp em artigo publicado no site do Mars One.

Os futuros astronautas da missão serão escolhidos em 4 etapas.​

Na primeira, a seleção é feita com base no currículo, carta de intenção e vídeo enviado pelo candidato. Na segunda fase, os candidatos devem apresentar atestado médico e físico e se encontrarão com comitês regionais da missão para entrevistas.

Na terceira etapa, o processo passa para o nível nacional, de onde sairá um candidato por país selecionado. Essa etapa será transmitida pela TV e internet em cada país participante e o público desses países decidirá o próprio representante dentre um grupo de 20 a 40 candidatos por nação.


Na etapa final, os candidatos restantes, que precisam se comunicar bem em inglês, participarão de um evento transmitido pela TV em todos os países participantes para selecionar apenas 24 astronautas.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Sol concluirá inversão de campo magnético nos próximos meses


Nos próximos três a quatro meses o campo magnético do Sol completará uma inversão de polaridade, um processo que ocorre dentro de um ciclo de 11 anos que está quase na metade, informou nesta quarta-feira a Nasa (agência espacial americana).

"Esta mudança terá repercussões em todo o Sistema Solar", disse o físico solar Todd Hoeksema, da Universidade de Stanford (Califórnia), em declarações para a agência espacial. A inversão de polaridade - norte e sul trocam de posição - ocorre quando o dínamo magnético interno do Sol se reorganiza.

Durante essa fase, que os físicos denominam máximo solar, as erupções de energia podem aumentar os raios cósmicos e ultravioleta que chegam à Terra, e isto pode interferir nas comunicações de rádio e afetar a temperatura do planeta.

Hoeksema é diretor do observatório Solar Wilcox, de Stanford, um dos poucos observatórios do mundo que estudam os campos magnéticos do Sol e cujos magnetogramas observaram o magnetismo polar da estrela a partir de 1976, desde quando já foram registrados três ciclos.
Phil Scherrer, outro físico solar em Stanford, disse que "os campos magnéticos polares do Sol se debilitam, ficam em zero, e depois emergem novamente com a polaridade oposta. É parte regular do ciclo solar".


O alcance da influência magnética solar, conhecida como heliosfera, se estende a bilhões de quilômetros além de Plutão, e as sondas Voyager, lançadas em 1977, que agora rondam o umbral do espaço interestelar, captam essa influência.

Descoberto recentemente, planeta rosa tem tamanho similar a Júpiter


Nasa divulgou ilustração do exoplaneta GJ 504b. Ele fica a 57 anos-luz do nosso Sistema Solar.

A Nasa, agência espacial americana, divulgou, nesta quarta-feira (7), uma ilustração que mostra o exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) GJ 504b, descoberto recentemente, de cor rosa. Ele fica a 57 anos-luz da Terra e orbita uma estrela não muito diferente do nosso Sol. O GJ 504 tem o tamanho aproximado de Júpiter, mas massa quatro vezes maior, por ser mais denso. Sua idade é de cerca de 160 milhões de anos, estima a Nasa.