Após mais de seis meses em órbita, trio da ISS volta à Terra com sucesso
Três membros da Estação Espacial Internacional (ISS, na
sigla em inglês) - dois russos e um americano - voltaram à Terra nesta quarta-feira
com sucesso, após uma missão de mais de cinco meses em órbita, informou o
centro espacial russo.
A nave com os russos Pavel Vinogradov e Alexander Misurkin e
com o americano Chris Cassidy tocou a terra às 08h58 local (23h58 de Brasília
de terça-feira), nas estepes do Cazaquistão, uma ex-república soviética na Ásia
central onde a Rússia utiliza o cosmódromo de Baikonur.
A aterrissagem, que foi acompanhada por 12 helicópteros e
três aviões, aconteceu na área prevista, a cerca de 150 quilômetros da cidade
cazaque de Dzhezkazgan. A missão espacial dos tripulantes do Soyuz TMA-08M teve
duração de 166 dias.
A retirada dos cosmonautas da cápsula foi transmitida ao
vivo pelo canal de televisão russo Rossiya 24. "Tudo está bem", disse
Vinogradov sorridente para as câmeras de televisão. Um vídeo postado pelo
centro espacial russo mostra os três homens sendo retirados da cápsula e
levados a cadeiras sob o sol matinal.
O trio havia chegado à ISS em 29 de março, após um "voo
expresso" de seis horas - contra os dois dias necessários - a bordo de uma
nave Soyouz. Após sua chegada à ISS, vários incidentes ocorreram a bordo da
Estação Espacial: em maio, uma fuga de amoníaco detectada no segmento americano
obrigou dois astronautas a sair ao espaço para substituir uma bomba.
Durante sua estadia na ISS, os cosmonautas russos realizaram
quatro caminhadas espaciais, enquanto o astronauta americano esteve no exterior
da estação em três ocasiões.
O italiano Luca Parmitano, o russo Fiodor Iourtchikhine e a
americana Karen Nyberg permanecem a bordo da Estação Espacial. No final de
setembro, a ISS receberá o americano Michael Hopkins e os russos Oleg Kotov e
Sergueï Riazanski.
Depois que as naves americanas foram retiradas de serviço,
as naves russas Soyuz são os únicos veículos utilizados para o transporte dos
tripulantes da ISS. Inicialmente estava previsto que a plataforma orbital
encerrasse suas atividades em 2015, mas Rússia e os outros 15 países-membros
insistiram na importância de se prolongar sua vida útil, em grande medida
porque sua construção ainda não foi completada.
Além de Rússia e Estados Unidos, 12 países-membros da União
Europeia (UE), Japão e Canadá participam do projeto, com um custo aproximado de
US$ 100 bilhões.
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