Fábrica de cometas é descoberta e ajuda a explicar fenômeno misterioso
Novas observações da “armadilha de poeira” em torno de uma
estrela jovem solucionam mistério de longa data relativo à formação planetária,
A armadilha de poeira em torno de uma estrela jovem foi
claramente observada e modelada por astrônomos pela primeira vez, resolvendo
assim um mistério de longa data relativo ao modo como as partículas de poeira
nos discos crescem até atingirem tamanhos suficientemente grandes, que as levem
eventualmente a formarem cometas, planetas e outros corpos rochosos. Em uma
região como essa, partículas de poeira podem crescer juntando-se umas às
outras. A observação inédita foi feita com o auxílio do telescópio espacial
Matriz Atacama de Largo Milímetro/submillímetro (ALMA, na sigla em inglês).
Os astrônomos sabem atualmente que existem inúmeros planetas
em torno de outras estrelas, mas ainda não compreendem bem como é que esses
corpos se formam. Existem muitos aspectos na formação de cometas, planetas e
outros corpos rochosos que permanecem um mistério. Agora, novas observações
como essa começam a responder a uma pergunta que intriga os cientistas: como é
que pequeníssimos grãos de poeira situados no disco em torno de uma estrela
jovem crescem mais e mais, até atingirem o tamanho de cascalho ou mesmo
pedregulhos com mais de um metro? Os resultados serão publicados na edição
desta semana da revista Science.
Modelos de computador sugerem que os grãos de poeira crescem
quando colidem uns com os outros, aglutinando-se. No entanto, quando esses
grãos maiores se chocam de novo a alta velocidade, ficam muitas vezes desfeitos
em pedaços, voltando ao ponto original. Mesmo quando isso não acontece, os
modelos mostram que os grãos maiores rapidamente se deslocam para o interior
devido à fricção entre a poeira e o gás, caindo assim na estrela-mãe, o que não
lhes deixa nenhuma hipótese de crescer mais.
Assim, os grãos de poeira precisam de uma espécie de porto
seguro onde as partículas possam continuar a crescer até atingirem um tamanho
que lhes permita sobreviver por si mesmas. Tais “armadilhas de poeira” foram já
sugeridas, mas até agora não havia prova observacional da sua existência.
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