Robô Curiosity, da Nasa, parte para explorar monte em Marte
O robô Curiosity, da Nasa, está a caminho do monte Sharp, o
alvo principal de uma missão de dois anos para procurar habitats nos quais
poderia ter existido vida, disseram especialistas nesta quarta-feira.
O jipê-robô aterrissou dez meses atrás numa área de cratera
gigante perto da linha do equador do planeta, um local escolhido por causa de
rochas em camadas, de 5 quilômetros de altura. Em vez de ir diretamente para o
monte Sharp, os cientistas queriam explorar uma área na direção oposta, onde
imagens tiradas da órbita mostraram três tipos diferentes de rochas se unindo.
O Curiosity perfurou uma amostra a partir de uma laje de
rocha e imediatamente atingiu poeira. As análises mostraram que continha seis
elementos necessários para a vida microbiana - hidrogênio, carbono, oxigênio,
nitrogênio, enxofre e fósforo - mais água que não tinha sido muito ácida nem
muito salgada.
Após um intervalo de um mês causado por um bloqueio de
comunicações pelo sol, no mês passado o jipê-robô dirigiu cerca de 2,7 metros e
perfurou outra pedra de argila. A análise da amostra ainda não foi concluída,
disse o cientista Joy Crisp, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena,
Califórnia, em declaração a repórteres em uma teleconferência nesta
quarta-feira.
Na segunda-feira, os cientistas enviaram comandos para o
robô se movimentar e começar a dirigir rumo à base do monte Sharp, localizada
cerca de oito quilômetros a sudoeste de sua posição atual.
Vai ser uma viagem lenta e tortuosa. Estão programadas pelo
menos três paradas para os estudos científicos, incluindo medições para
determinar o quanto mais seca a região fica à medida que o Curiosity se afasta
da baía Yellowknife Bay, área de baixa altitude onde realizou suas primeiras
investigações.
"Vamos manter nossos olhos abertos enquanto dirigimos e
se, de fato, passar por algo que seja incrível, nós realmente podemos retornar
e averiguar, mas não há nada que estejamos vendo, da órbita, que seja algo como
uma evidência superconvincente de que haja vida ou algo parecido com
isso", disse Crisp.
"O que temos é um desejo real de chegar ao monte
Sharp", acrescentou.

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