Maior telescópio enviado ao espaço, Herschel encerra atividades
O telescópio Herschel, o maior já enviado ao espaço, lançado
em maio de 2009 para estudar a formação das estrelas, encerrou definitivamente
suas atividades após ter consumido sua reserva de hélio líquido, anunciou nesta
segunda-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).
No começo de março, a ESA tinha antecipado que o satélite
cessaria suas atividades "nas próximas semanas", quando tivessem
evaporado os 2,3 mil litros de hélio indispensáveis para refrigerar seus
instrumentos a um nível próximo ao zero absoluto (-271° C).
Com mais de 25 mil horas de dados registrados desde o dia de
seu lançamento, "o Herschel nos ofereceu uma visão totalmente nova do
Universo, mostrando aspectos até então ocultos, como o processo nunca antes
visto do nascimento das estrelas e de formação das galáxias", destacou em
um comunicado Goran Pilbratt, encarregado científico do projeto da ESA.
O telescópio também ajudou os astrônomos a detectar a
presença de água, algo determinante para eventuais formas de vida "em
todas as partes do Universo", lembrou o cientista.
Em janeiro passado, estes dados forneceram informações
inéditas sobre o asteroide Apofis, que deve se aproximar da Terra em 2029 e em
2036.
Mesmo depois de ter esgotado o seu hélio, o Herschel poderá
continuar se comunicando com as estações terrestres. No começo de maio será
retirado do serviço ativo e ficará 'estacionado' em uma órbita heliocêntrica
(em torno do Sol), destacou a ESA.
Com vida útil prevista de pelo menos três anos, o Herchel
foi batizado em homenagem ao físico William Herschel, que descobriu o
infravermelho em 1800. Sua lente principal de 3,5 metros de diâmetro fez dele o
maior e mais poderoso telescópio infravermelho enviado ao espaço.
"O fim das observações do Herschel de forma alguma
significa o fim da missão: restam muitas descobertas a serem feitas" a
partir de suas observações, concluiu Pilbratt.
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